Com a chegada do El Niño, anunciada nesta quinta-feira (11) pela Noaa (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional), as cidades precisarão ter mais bem definidos os planos de preparação para enfrentar o fenômeno climático.
A preocupação com os impactos chegou na mobilizar o STF (Supremo Tribunal Federal) —que não costuma se debruçar sobre debates climáticos— e, no final de maio, o ministro Flávio Dino determinou que os governos federal e estaduais apresentassem planos de preparação para a chegada do El Niño.
Mas, e as autoridades que não obedeceram Dino, que medidas podem tomar agora que o fenômeno começou?
Mesmo diante de um planeta cada vez mais instável, eventos passados e modelos climáticos são os melhores mapas para definir as estratégias para enfrentar este El Niño. O fenômeno, provocado pelo aquecimento do Pacífico Equatorial, tende a gerar chuvas acima da média na região Sul, enquanto Norte e Nordeste normalmente sofrem com secas mais intensas.
"O Pacífico corresponde a metade da Terra em longitude. É muita água. Quando essa água se move e muda de lugar, ela cutuca a atmosfera e gera ondas atmosféricas", diz a oceanóloga Regina Rodrigues, pesquisadora da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).












