Um batalhão de polícia instalado originalmente para o patrulhamento de um presídio serviu para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumprisse parte da pena e se tornou o centro de detenção de presos dos três maiores escândalos recentes do país.
Desde o mês passado, Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, se juntou aos condenados pela tentativa de golpe e a um ex-presidente do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) na Papudinha, como ficou conhecido o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
A chegada de envolvidos em casos de grande repercussão nacional também tem rendido ao batalhão, entre advogados e policiais, o apelido de "Tremembé de Brasília", em alusão ao presídio no interior paulista onde condenados como Suzane von Richthofen e o ex-jogador Robinho ficaram presos.
"Houve um crescimento muito grande de advogados ligados a facções, então a Vara de Execuções Penais entendeu que o batalhão se enquadraria em uma sala de estado-maior", afirma o comandante do batalhão, tenente-coronel Allenson Lopes, a respeito da mudança na função inicial do lugar.
"Aí nós começamos a receber advogados e recebemos o ex-vice-governador do Distrito Federal Benedito Domingos, em 2016. Com os advogados presos aqui, o Supremo decidiu que o ex-presidente [Bolsonaro] viria pra cá."







