Amarílio Macêdo, 81, passou 50 anos trabalhando na empresa construída por seu pai, José Macêdo, a J.Macêdo —especialista em moagem de trigo que gerencia marcas como Dona Benta, Sol e Petybon—, metade deles no comando da companhia. Agora, ele usa sua fatia na fortuna acumulada para investir na estruturação de ZPE (Zona de Processamento de Exportação) perto de Quixeramobim, no sertão do Ceará, estado de origem dos Macêdo.
ZPE é um distrito industrial planejado para empresas que produzem para exportar.
Quixeramobim recebe um porto seco e trecho da ferrovia Transnordestina, o que gera expectativa de novos negócios. Macêdo investe R$ 20 milhões no negócio em um primeiro momento, mas com a ideia de mais injeções e a procura por investidores no exterior.
Por que uma ZPE? Por que entrar nesse negócio agora, depois de tantos anos em um setor diferente? O Brasil está aprovando a reforma tributária, que prevê para as ZPEs 20 anos de isenção de imposto, desde a compra de equipamentos até tudo o que a fábrica precisa para produzir e exportar. Isso interessa a chineses, americanos, canadenses. Interessa a todo mundo. Quem não quer ficar isento de imposto? Mas, para transformar isso em algo real, é preciso ter como trazer e escoar a produção, e é aí que entra a ZPE.









