0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Cetrel — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 18:22 Cetrel do Grupo Solví Expande Operações e Mira Dobrar Receita Até 2030 A Cetrel, do grupo Solví, planeja expandir suas operações para dobrar a receita até 2030, aproveitando a recuperação judicial da rival Ambipar. A empresa, oriunda do polo petroquímico de Camaçari, foca em aquisições e ampliação geográfica, com destaque para o agronegócio no Centro-Oeste. Com baixa alavancagem e capital robusto, a Cetrel busca fortalecer sua presença em setores como automotivo e óleo e gás. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Cetrel, companhia de soluções ambientais para a indústria que pertence ao grupo Solví e que nasceu dentro do polo petroquímico de Camaçari (BA), quer acelerar o crescimento por meio de aquisições e da ampliação geográfica de seus serviços. A estratégia faz parte do plano de elevar as receitas de cerca de R$ 1 bilhão, no ano passado, para R$ 2,5 bilhões em 2030 e conta com um "aditivo" que extrapola suas atividades: a Ambipar, principal rival e líder do setor, está em recuperação judicial desde outubro. — Nosso projeto se alavancaria independentemente do cenário da Ambipar, até porque alguns nichos no Brasil estão especialmente aquecidos, como o das montadoras chinesas que estão vindo para o país. Mas é verdade que muitos clientes da Ambipar também buscam alternativas — conta o CEO, Ciro Gouveia. Agro A Cetrel foi fundada há 49 anos para integrar o sistema de fornecimento de água para as indústrias do polo de Camaçari. A companhia ainda tem quase 90 clientes na região, mas eles já representam menos da metade de suas receitas, e o portfólio de serviços também se expandiu. Entre os focos da empresa estão projetos que ajudem os clientes a cumprir suas metas de sustentabilidade, circularidade e reuso de água. Ao todo, são 2,5 mil funcionários em 18 estados. — Somos muito fortes no Sudeste e no Rio Grande do Sul, com presença importante nos setores automotivo, de bens de consumo, óleo e gás e celulose. Não temos planos de internacionalização, mas buscamos avançar em outras regiões. Ter mais presença no Centro-Oeste por meio do agronegócio está no nosso radar — explica. Apetite Segundo Gouveia, parte do plano será ancorada em aquisições. O fôlego vem, diz ele, de uma estrutura de capital com baixa alavancagem — a dívida líquida é 30% menor que o Ebitda anual — e de um sócio capitalizado. A Solví, que administra dezenas de aterros sanitários Brasil afora e tem o grupo australiano Macquarie como acionista, comprou o controle da Cetrel da Braskem em 2024. A gigante petroquímica havia pago R$ 610 milhões pela mesma fatia da empresa em 2017. Até então, a Cetrel pertencia à Odebrecht, que controlava a Braskem. — Temos um plano ambicioso de crescimento inorgânico, por meio de aquisições. Devemos anunciar uma transação relevante até o fim do ano. E já fizemos uma pequena aquisição, de um centro de treinamento para emergências ambientais, que é um dos principais vetores de crescimento — observa o CEO, ponderando: — Às vezes aparece um advisor ou outro aconselhando a compra de algum ativo da Ambipar, mas isso não faz muito sentido.