Pela primeira vez desde que recorreu à Justiça e pediu recuperação judicial, a Ambipar veio a público destrinchar sua situação financeira. Em uma apresentação com números não auditados, a companhia de gestão ambiental disse que encerrou 2025 com R$ 2,57 bilhões, sendo que a maior fatia é composta por pré-precatórios federais.

Pré-precatórios antecedem a expedição oficial de um precatório (dívida de um ente público, de municípios a União). É uma dívida reconhecida pela Justiça, mas cujo valor exato ainda não foi calculado, considerando juros e correção, já que a ordem de pagamento não foi dada.

Em geral, as empresas deixam a maior parte de seu caixa investido em ativos seguros e de fácil liquidez, como dinheiro numa conta bancária, títulos públicos e CDBs (Certificados de Depósito Bancário) de emissores de alta qualidade. Nesses tipos de ativos, chamado de caixa e equivalentes de caixa, a Ambipar tinha apenas R$ 295 milhões.

A Ambipar disse ter R$ 1,2 bilhão nesses créditos judiciais, que compõem o caixa de R$ 2,57 bilhões da companhia, segundo informações relativas a dezembro de 2025 publicadas pela empresa na última quinta-feira (9).

Segundo o documento, o endividamento consolidado do grupo totaliza R$ 13,3 bilhões.