A atriz Letícia Cannavale e o diretor Fernando Nitsch estavam no aeroporto de Goiânia quando tiveram o primeiro contato com o livro "Histórias Lindas de Morrer", da médica paliativista Ana Claudia Quintana Arantes. Os dois dizem ter dado vexame durante a leitura.

"Tivemos uma crise de choro. O que é isso? Que história é essa?", recorda Nitsch sobre o início do projeto que leva a obra para os palcos.

A peça teatral baseada no livro da médica está em cartaz no Teatro Vivo, em São Paulo, até o dia 1º de outubro, com dramaturgia assinada por Claudia Barral e Marcos Barbosa.

Idealizadores do espetáculo, a atriz e o diretor já estavam inseridos no universo da medicina por meio de cursos de oratória e performance que oferecem a profissionais de saúde. Essa experiência fez com que criassem uma apresentação que mescla palestra e contação de histórias colhidas pela médica e escritora paulistana, responsável pela venda de mais de 1 milhão de livros sobre a morte.

"Eu descobri que morrer também pode ser lindo", diz Arantes no programa da peça. "E o que é lindo merece ser dito em voz alta para o mundo todo ouvir e sentir".