Entre sepultamentos e casos contados com muita graça, o coveiro nordestino Djalma vive em São Paulo para alcançar o principal objetivo de sua vida: encontrar a mãe, de quem foi separado na infância.

Em meio à busca, ele tenta reparar algumas "injustezas" de que é testemunha e transforma a insubordinação em gestos de humanidade —uma reação de resistência ao esquecimento dos que já se foram.

A trama da peça "A Última Cova", que estreia nesta quarta, 1º de julho, no Espaço Cênico do Sesc Pompeia, foi criada pelo dramaturgo Newton Moreno a pedido do ator e músico Marco França, interessado em ocupar o palco com um solo que fizesse a roda girar em sua própria existência.

Ele explica: após diversas participações em montagens idealizadas por outros artistas, teve vontade de realizar um projeto que partisse de seus sonhos, movido pela paixão por contar histórias.

No espetáculo, a busca do filho pela mãe é um fio condutor para que outros relatos cheguem ao público, em uma narrativa folhetinesca inspirada no cordel e nos repentes nordestinos.