A associação brasileira Eu Decido vai ingressar como amicus curiae na ação que tenta conseguir o primeiro suicídio assistido legal da Colômbia. O julgamento, que deve ocorrer nos próximos oito meses, diz respeito ao caso de Catalina Giraldo.
A psicóloga de 30 anos tenta conseguir acessar o procedimento, descriminalizado em 2022 pela Corte Constitucional do país (equivalente ao Supremo Tribunal Federal do Brasil), por questões de saúde mental —ela sofre de transtorno depressivo maior, caracterizado por sintomas crônicos e resistentes a tratamento, transtorno de personalidade borderline, que causa instabilidade emocional, e transtorno de ansiedade.
"É uma sensação de vazio na vida, como se não houvesse sentido, como se algo estivesse errado. Eu sinto esse vazio fisicamente, sinto no peito, e dói", afirmou ela à emissora colombiana Notícias Caracol em março, quando seu caso veio à tona. Desde então, ela não falou mais com a imprensa.
"É um inferno sentir o coração acelerado, não conseguir respirar direito, sentir as mãos tremendo, querer me machucar, querer me ferir, e lutar contra isso o tempo todo", continuou. "Eu queria poder desligar essas vozes, desligar esse desconforto. Às vezes há pequenos momentos durante o dia em que ele diminui, mas, na maior parte do tempo, está comigo."













