A psicóloga Catalina Giraldo, 30, morreu na última quinta-feira (9) em um procedimento de eutanásia após lutar por meses, em vão, para obter na Justiça da Colômbia autorização para recorrer ao suicídio assistido. A informação foi divulgada nesta terça (14).
Segundo seu advogado, Lucas Correa Montoya, a eutanásia ocorreu "simplemente porque ela não aguentou mais". Catalina sofria de transtorno depressivo maior, caracterizado por sintomas crônicos e resistentes a tratamento, transtorno de personalidade borderline, que causa instabilidade emocional, e transtorno de ansiedade.
"Sua saúde continuava tão ruim quanto antes, e a espera acabou se tornando insuportável. Ela já vinha fazendo tratamento havia mais de dez anos e travava essa batalha judicial havia mais de dez meses", afirmou o fundador do DescLAB, organização de direitos humanos colombiana à frente do processo.
O pedido inicial de Catalina, há quase um ano, foi de uma eutanásia, na qual o médico manipula o fármaco letal no paciente. Não porque ela preferisse esse método, explica Montoya, mas porque é a forma regulada na Colômbia —diferentemente do suicídio assistido, no qual o paciente induz a própria morte com acompanhamento profissional.









