A psicóloga colombiana Catalina Giraldo, 30, passou a última década da vida convivendo com um sofrimento intenso e passando por diferentes tratamentos para tentar conviver com ele. Ela havia sido diagnosticada com Transtorno Depressivo Maior grave e persistente, transtorno de personalidade borderline e transtorno de ansiedade.

Giraldo tentou de tudo: cerca de 40 combinações diferentes de medicamentos, anos de psicoterapia, terapia eletroconvulsiva e infusões de cetamina.

Desde 2019, foi internada nove vezes por crises agudas e tentou se suicidar em várias ocasiões. Ela se sentia exausta e sem forças para continuar.

"Sinto que é um inferno. Estou tão cansada de ter que lidar com isso o tempo todo [...] Para mim, já chega", disse Giraldo em uma reportagem do telejornal colombiano Noticias Caracol, exibida em março, que tornou o seu caso público.

Por causa de sua condição de saúde, ela fez um pedido inédito ao sistema de saúde colombiano: autorização para recorrer ao suicídio assistido por médicos, que é um mecanismo legal que permite ao paciente acessar um medicamento e acompanhamento médico para morrer de acordo com suas decisões e desejos.