Maranhão, com queda de 12,4%, e Bahia, com recuo de 7,1%, assinalaram os resultados negativos mais intensos A produção da indústria brasileira recuou em nove dos 15 locais pesquisados em maio, ante abril, pela Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM Regional), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta sexta-feira (10). Na média brasileira, a indústria caiu 0,2%, segundo o resultado divulgado pelo IBGE na semana passada. O resultado encerrou uma série de quatro altas seguidas. Hoje, o instituto detalha o resultado pelos diferentes locais acompanhados pela pesquisa. As quedas mais intensas foram registradas na Bahia (-8,9%), Mato Grosso (-3,2%) e Região Nordeste (-3,2%). Também registraram recuo de produção Minas Gerais (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,1%), Pará (-1,0%), Espírito Santo (-0,5%), Rio de Janeiro (-0,3%) e São Paulo (-0,1%). Os seis locais com taxas positivas foram Ceará (3,2%), Pernambuco (2,4%), Santa Catarina (2,3%), Amazonas (2,1%), Paraná (1,4%) e Goiás (0,7%). Frente a maio de 2025, a produção industrial subiu 0,2% em maio deste ano e houve crescimento em 5 dos 18 locais pesquisados. Na comparação anual, o número de locais acompanhados e divulgados pelo IBGE é maior. Espírito Santo (10,8%) e Rio de Janeiro (7,4%) assinalaram os avanços mais acentuados neste mês, impulsionados, principalmente, pelo comportamento positivo observado nas atividades de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo, gás natural e minérios de ferro pelotizados ou sinterizados), no primeiro local; e de indústrias extrativas (óleos brutos de petróleo) e produtos químicos (preparações capilares, xampus para os cabelos, fungicidas e inseticidas para uso na agricultura, herbicidas para plantas e polietileno de alta densidade), no segundo. Goiás (3,9%), Mato Grosso (1,3%) e Santa Catarina (0,5%) completaram o conjunto de locais com crescimento na produção no índice interanual de maio de 2026. Por outro lado, Maranhão (-12,4%) e Bahia (-7,1%) assinalaram os recuos mais intensos, pressionados pelas atividades de produtos alimentícios (pães, bolos, doces e outros produtos similares produzidos em padarias e confeitarias, carnes de bovinos frescas, refrigeradas ou congeladas, sobremesas prontas para consumo e arroz) e indústrias extrativas (minérios de ferro pelotizados ou sinterizados), no primeiro local; e de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (óleo diesel, gasolina automotiva e óleos combustíveis) e celulose, papel e produtos de papel (celulose), no segundo. Rio Grande do Norte (-5,5%), Pará (-4,9%), Região Nordeste (-4,8%), Mato Grosso do Sul (-3,6%), Minas Gerais (-1,1%), São Paulo (-1,0%), Pernambuco (-0,9%), Ceará (-0,8%), Paraná (-0,3%) e Rio Grande do Sul (-0,3%) registraram os demais resultados negativos frente a maio de 2025. Amazonas ficou estável. — Foto: Agência CNI
Produção industrial recua em nove dos 15 locais pesquisados em maio, ante abril, diz IBGE
Maranhão, com queda de 12,4%, e Bahia, com recuo de 7,1%, assinalaram os resultados negativos mais intensos







