André Macedo, gerente da pesquisa, destacou que até a queda de maio, a indústria brasileira vinha de uma sequência de quatro aumentos consecutivos na produção O recuo de 0,2% na produção industrial brasileira em maio ante abril pode ter sido “momentâneo”, na análise do gerente da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), André Macedo. Sem fazer previsões, o especialista ponderou que, até a queda de maio, a indústria brasileira vinha de uma sequência de quatro aumentos consecutivos na produção. De janeiro a abril, a a produção industrial acumulou aumento de 4,3%. “Esse recuo de 0,2% elimina uma parte [da alta].” “Enxergamos momentaneamente como uma interrupção [do avanço da produção]. Não sabemos se vai continuar. Precisamos de mais informações, referentes aos próximos meses”, disse. Um outro aspecto foi destacado pelo especialista para justificar a possibilidade de que, talvez, o recuo na atividade industrial tenha sido “uma interrupção momentânea”: na média da produção industrial em maio ante abril, por segmentos, 16 ramos industriais mostraram aumento e oito mostraram recuo. “Mas, nesses oito que mostraram queda, temos três segmentos importantes, que têm muito peso na composição da produção industrial”, explicou. Macedo informou que houve recuos de 1,3% na indústria de produtos alimentícios; de 2,6% nas indústrias extrativas; e de 6,1% na de produtos derivados de petróleo e biocombustíveis. Esses três têm peso de 45% no total do desempenho da indústria, explicou. Portanto, qualquer sinal negativo nesses ramos industriais tem forte influência no resultado total da indústria, admitiu. André Macedo, do IBGE — Foto: Divulgação/IBGE