0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mesmo com recuo registrado em maio, indústria extrativa tem alta acumulada de 7,9% no ano — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 11:52 Produção de Petróleo e Biocombustíveis Cai 6,1% em Maio, Diz FGV A queda de 6,1% na produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis em maio reflete uma acomodação após fortes altas anteriores, segundo Stéfano Pacini, do Ibre/FGV. Este recuo, junto à redução do conflito Irã-EUA e a consequente queda no preço do petróleo, impactou a indústria, que teve uma retração de 0,2% no mês. Apesar do resultado negativo, os setores ainda acumulam crescimento anual significativo. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma compensação após a forte alta registrada nos quatro primeiros meses do ano, somada aos primeiros efeitos do avanço das negociações entre Estados Unidos e Irã para encerrar o conflito, com o recuo do preço do barril a partir de meados de maio. Essa é a avaliação do economista Stéfano Pacini, pesquisador do Ibre/FGV, para explicar o recuo de 6,1% na produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis e a queda de 2,6% das indústrias extrativas em maio, segundo a Pesquisa Industrial Mensal, do IBGE. Os dois segmentos foram os principais responsáveis pelo primeiro resultado negativo da indústria no ano, de 0,2%, desempenho inferior à mediana das projeções do mercado, que apontava alta de 0,3%. Em relação a maio de 2025, a indústria variou 0,2%, contra 2,7% registrado na comparação interanual em abril. O acumulado no ano a alta é de 1,4%. Em 12 meses, de 0,4%. Pacini ressalta, no entanto, que, apesar do resultado de maio, ambos os setores seguem acumulando crescimento expressivo no ano: 5,1% no caso de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, e 7,9% nas indústrias extrativas. — Houve um aumento recente da produção, inclusive com reflexos da guerra envolvendo o Irã, que levou o preço do barril do petróleo ultrapassar a cotação de US$ 100 em alguns momentos. A produção de derivados de petróleo e a indústria extrativa vinham em trajetória positiva desde o fim do ano passado. A queda de maio pode ser vista como uma compensação desses ganhos recentes. Quanto ao efeito do fim do conflito no Oriente Médio, ainda será preciso acompanhar os próximos dados. No resultado de maio, esse impacto ainda é secundário — afirma o pesquisador do Ibre/FGV. Apesar da retração em maio, o economista Luis Otávio Leal, da G5 Partners, avalia que o crescimento da indústria brasileira em 2026 deverá continuar sendo sustentado, em grande medida, pelo setor extrativo-mineral. Em relatório, Leal destaca que a indústria de transformação acumula alta de apenas 0,2% no ano até maio, enquanto a indústria extrativa registra crescimento de 7,9%. Na avaliação do economista, em um cenário em que os juros devem permanecer elevados por mais tempo, "é difícil imaginar uma retomada forte da produção da indústria de transformação no curto prazo". Por outro lado, acrescenta Leal, o aumento estrutural da demanda global por energia, minerais metálicos e minerais críticos deve continuar favorecendo a expansão da produção da indústria extrativa brasileira.
Queda da indústria reflete acomodação após forte alta de segmentos ligados ao petróleo, diz economista que vê ainda efeitos de redução de conflito no Irã
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