Mercado reage à perspectiva de acordo que pode aliviar crise no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás Tanques de armazenamento de petróleo na área industrial de Keihin, em Kawasaki, no Japão. — Foto: Soichiro Koriyama/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 24/05/2026 - 20:46 Preços do Petróleo Caem com Esperança de Acordo EUA-Irã Os preços do petróleo caíram mais de 5% após avanços nas negociações entre EUA e Irã, sinalizando possível alívio na crise do Oriente Médio e reabertura do Estreito de Hormuz. O Brent caiu 5,2%, enquanto o WTI ficou próximo de US$ 92. Apesar do otimismo, Trump destacou que o acordo ainda não está concluído. A incerteza persiste sobre o futuro nuclear iraniano, enquanto a reabertura do estreito traria alívio para importadores asiáticos. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Os preços do petróleo recuaram mais de 5% nesta segunda-feira após sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, aumentando as expectativas de um acordo que possa aliviar a crise no Oriente Médio e reduzir as tensões sobre o fornecimento global de energia. O barril do Brent, referência internacional, chegou a cair 5,2%, sendo negociado a US$ 98,12, enquanto o petróleo WTI, referência nos Estados Unidos, ficou próximo de US$ 92. Apesar da reação positiva do mercado, o presidente Donald Trump afirmou em publicações nas redes sociais que não pretende “apressar” um acordo, ressaltando que as negociações “ainda não estão totalmente concluídas”. Segundo autoridades americanas, a aprovação final pode levar vários dias. ‘A IA cria muito mais emprego do que elimina’, diz CEO da revista The Atlantic Ainda assim, permanecem dúvidas sobre pontos centrais do entendimento, como o futuro do programa nuclear iraniano. A agência iraniana Tasnim informou que o esboço do acordo ainda pode fracassar porque Washington estaria bloqueando cláusulas consideradas essenciais por Teerã, entre elas o descongelamento de ativos iranianos. Os mercados globais de energia vêm sendo fortemente impactados desde fevereiro, quando ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã desencadearam uma escalada militar na região do Golfo Pérsico. O conflito afetou a produção de milhões de barris diários de petróleo e levou ao bloqueio do Estreito de Hormuz, rota estratégica que, em tempos normais, responde por cerca de um quinto do transporte mundial de petróleo e gás natural liquefeito. A possibilidade de reabertura completa da passagem marítima é vista como um alívio para grandes importadores de energia na Ásia, como China, Japão e Coreia do Sul. Histórias humanas, vídeos, coberturas ao vivo e análises ganham força diante da expansão da IA no jornalismo Segundo analistas, parte da forte alta recente do petróleo refletia o temor de um cenário mais grave no Oriente Médio. Com a percepção de que as negociações seguem em andamento e de que a escalada do conflito perdeu força, esse “prêmio de risco” começou a ser retirado dos preços. Trump também enfrenta pressão política interna para encerrar a crise, especialmente às vésperas das eleições legislativas de novembro, que definirão o controle do Congresso. O conflito elevou os preços dos combustíveis nos Estados Unidos, com a gasolina atingindo neste mês o maior nível desde 2022. Kevin Hassett, principal assessor econômico da Casa Branca, afirmou à Fox News que espera uma queda nos preços da energia caso o acordo seja fechado, o que poderia abrir espaço para cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano.
Petróleo cai mais de 5% com avanço nas negociações entre EUA e Irã
Mercado reage à perspectiva de acordo que pode aliviar crise no Oriente Médio e reabrir o Estreito de Hormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás












