Os contratos futuros do petróleo fecharam em firme queda nesta quarta-feira (27), apesar de o dia ter sido marcado por sinais mistos em torno das negociações diplomáticas entre os Estados Unidos e o Irã. Segundo a TV estatal iraniana, haveria um esboço de acordo prevendo a reabertura do Estreito de Ormuz em até um mês. No entanto, a Casa Branca desmentiu a notícia e o presidente americano, Donald Trump, voltou a ameaçar os iranianos caso um acordo não seja firmado em breve. No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em julho teve queda de 5,31%, cotado a US$ 94,29 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (a referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês caiu 5,55%, a US$ 88,68 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Os preços do petróleo atingiram as mínimas do dia na manhã desta quarta-feira, após a TV estatal iraniana divulgar detalhes de um acordo preliminar entre os Estados Unidos e o Irã. O memorando de entendimento ainda não teria sido finalizado, mas previa a retomada do tráfego de Estreito de Ormuz, por onde normalmente passam 20% de toda a exportação global de petróleo, no prazo de um mês. Os Estados Unidos retirariam as forças militares das proximidades do Irã e suspenderiam o bloqueio naval, segundo a emissora. No entanto, a Casa Branca desmentiu a notícia. "Ninguém deve acreditar no que a mídia estatal iraniana está divulgando", declarou o perfil oficial em publicação no X. Trump também disse estar insatisfeito com os termos das negociações e não estar discutindo a possibilidade de aliviar sanções sobre a república islâmica. "O Irã está muito empenhado, quer fechar um acordo. Até agora, eles não conseguiram chegar lá. Não estamos satisfeitos com isso, mas estaremos. Ou então teremos simplesmente que terminar o trabalho", afirmou Trump, renovando suas ameaças ao Irã. Apesar da falta de certeza sobre a proximidade de um acordo para acabar com o conflito e reabrir o Estreito de Ormuz, a dinâmica nos preços do petróleo no pregão pareceu refletir certo otimismo por parte dos investidores, na medida em que os contratos futuros fecharam em firme queda. Jim Reid, do Deutsche Bank, observa que os operadores de petróleo reduziram parte da confiança vista na segunda-feira (25) em relação a um acordo iminente, mas acredita que, no cenário mais amplo, ainda parece haver certo progresso nas negociações. "Houve pouco fluxo de notícias realmente conclusivas nesta semana, o que reforça a sensação de que um acordo talvez não esteja tão próximo quanto se esperava no fim de semana. Mesmo assim, as negociações parecem seguir nos trilhos apesar dos ataques dos Estados Unidos", comenta ele. Petroleiros ancorados no Estreito de Ormuz — Foto: AP Photo/Asghar Besharati
Petróleo tem queda firme a despeito de sinais ambíguos sobre negociações EUA-Irã
O petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em julho teve queda de 5,31% e o WTI (a referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês caiu 5,55%













