Os contratos futuros do petróleo fecharam em firme queda nesta quinta-feira (21), apagando a valorização vista mais cedo, diante da notícia de uma agência iraniana de que os Estados Unidos e o Irã teriam chegado a um acordo preliminar de paz. No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em julho teve queda de 2,32%, cotado a US$ 102,58 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (a referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês recuou 1,94%, a US$ 96,35 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Segundo a agência de notícias iraniana Ilna, os Estados Unidos e o Irã teriam chegado a um acordo preliminar, mediado pelo Paquistão. O suposto rascunho prevê um cessar-fogo imediato e abrangente em todas as frentes, além do compromisso mútuo de não atacar infraestruturas. O texto também estabelece a garantia de liberdade de navegação no Golfo Pérsico e no Estreito de Ormuz. Mais cedo, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, havia dito que via sinais positivos para um acordo com o Irã. "Vamos ver se conseguimos fazer um acordo com o Irã, há alguns sinais positivos", ele disse. Os preços do petróleo iniciaram o dia em alta, em meio a dúvidas sobre a viabilidade de um acordo ser alcançado. Apesar de certo progresso nos últimos dias, a notícia de que as autoridades iranianas não estariam dispostas a abrir mão do urânio enriquecido em seu território esfriaram o otimismo dos investidores. Segundo a agência de notícias Reuters, o líder supremo do país, Mojtaba Khamenei, teria determinado que o urânio enriquecido a níveis militares deveria permanecer no Irã, representando um obstáculo importante para as negociações, dado que essa tem sido uma das principais exigências das autoridades americanas. Petroleiro passa pelo Estreito de Ormuz — Foto: Hamad I Mohammed/Reuters