Os contratos futuros do petróleo fecharam em queda nesta terça-feira (19), mas seguem acima de US$ 100 o barril, em meio a sinais mistos sobre as negociações entre os Estados Unidos e o Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio. Os investidores reagiram positivamente ao anúncio do presidente americano, Donald Trump, de que havia suspendido uma ofensiva militar ao Irã e via progresso nas negociações. No entanto, Trump depois voltou a fazer ameaças e os EUA anunciaram novas sanções sobre o Irã, reacendendo as tensões geopolíticas. No fechamento, o petróleo tipo Brent (a referência mundial) com vencimento em julho teve queda de 0,73%, cotado a US$ 111,28 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI (a referência americana) com entrega prevista para o mesmo mês caiu 0,82%, a US$ 107,77 por barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex). Trump ameaçou o Irã novamente nesta terça-feira, dizendo que os Estados Unidos podem precisar atacar o país persa novamente, e afirmou que está dando tempo limitado para fechar um acordo, “porque não podemos permitir que eles tenham uma arma nuclear.” Mais cedo, o Tesouro americano também anunciou novas sanções ao Irã. Uma matéria do Wall Street Journal mostrou que mediadores regionais e pessoas próximas ao assunto veem pouco progresso nas conversas, levantando dúvidas sobre a viabilidade de uma saída para o conflito em breve. Segundo as fontes ouvidas pela reportagem, a posição do Irã nas negociações pouco mudou em relação às rodadas anteriores, que fracassaram em chegar a um consenso. Antes, o anúncio de que Trump havia suspendido um ataque militar animou os mercados, e levou os preços do petróleo a caírem mais de 1%. Trump também sinalizou mais cedo que tinha uma “chance muito boa” de chegar a um acordo com os iranianos sobre o programa nuclear. A notícia de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) discute a possibilidade de ajudar navios a atravessar o Estreito de Ormuz, caso a rota não seja reaberta até o início de julho, também contribuiu para a queda nos preços do petróleo durante o pregão desta terça. Plataforma de petróleo — Foto: ambquinn/Pixabay