A República Islâmica do Irã entra em uma nova era política após o sepultamento de seu líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, nesta quinta-feira 9. Ele foi morto por um ataque aéreo dos Estados Unidos em 28 de fevereiro, primeiro dia da guerra, em sua cidade natal, Mashhad, no nordeste do Irã.
O enterro ocorre após uma semana de grandes procissões fúnebres, comícios e cerimônias de luto, coincidindo com uma nova escalada de conflito com os Estados Unidos, depois de semanas de trégua na guerra que já dura quatro meses. O sepultamento marca o ponto culminante do funeral no Irã e no Iraque, para o qual os líderes clericais da República Islâmica incentivaram grande participação popular, numa tentativa de demonstrar a força e o fervor ideológico de seu Estado teocrático.
Milhões de pessoas se reuniram para o velório de Ali Khamenei – foto: Atta Kenare/AFP
Apesar de ter resistido a meses de ataques intensos dos Estados Unidos e de Israel, o Irã enfrenta grandes desafios internos, e o legado dos 37 anos de governo de Khamenei é fortemente contestado.
Seu filho e sucessor, Mojtaba Khamenei, estava junto no momento do ataque e permanece fora da vista do público desde então. Segundo relatos de pessoas próximas, ele teve vários ferimentos, e seu rosto ficou desfigurado. O Khamenei mais jovem – terceiro líder supremo da República Islâmica desde a revolução de 1979 – esteve ausente até mesmo das cerimônias oficiais do funeral de seu pai.








