Vinte e seis anos depois do fim da ditadura de Alberto Fujimori, seu projeto político e sobrenome voltam à Presidência do Peru. Na última sexta-feira (4), a justiça eleitoral oficializou a vitória de Keiko Fujimori, com 50,135% dos votos, contra Roberto Sánchez, que teve 49,865%.
Depois de três derrotas consecutivas, a líder do partido Força Popular venceu sua quarta disputa presidencial por cerca de 50 mil votos em um universo de 18 milhões.
Nas disputas anteriores, Keiko perdeu em margens também estreitas e foi se consolidando como principal nome do fujimorismo.
Aos 19 anos, Keiko assumiu as funções de primeira-dama depois que sua mãe, Susana Higuchi, se divorciou do pai com acusações de violência e corrupção. Estudou administração de empresas nos Estados Unidos, foi eleita deputada em 2006 com a maior votação da história do país e, em 2010, fundou o partido que depois se tornaria o Força Popular. Sua trajetória política sempre evocou o legado do pai.
Alberto Fujimori governou o Peru de 1990 a 2000. Em abril de 1992, em um autogolpe, fechou o Congresso, suspendeu a Constituição e concentrou poderes no Executivo.









