A candidata de direita à presidência do Peru Keiko Fujimori é a nova presidente eleita do país. A vitória foi ratificada pelo Jurado Nacional Eleitoral (JNE), órgão máximo das eleições no país, nesta sexta-feira (3), em uma cerimônia de proclamação. Fujimori teve 9.223.396 de votos, ou 50,135%, contra 9.173.755 de votos de seu concorrente, o deputado de esquerda Roberto Sánchez, ou 49,865% dos votos. ➡️A votação ocorreu no dia 7 de junho. A apuração dos votos demorou semanas e mostrou um cenário de forte polarização no país, com apenas 49.641 votos separando os dois candidatos. Durante a cerimônia de proclamação, o JNE informou que julgou improcedente um pedido do partido de Sánchez para impugnação das urnas no exterior — ele teria a maioria dos votos caso só fossem contados os votos dados no território peruano. Sánchez, adversário de Keiko no segundo turno, indicou que não aceitaria os resultados e disse que protestaria na Corte Internacional de Direitos Humanos. Keiko Fujimori faz discurso em Lima, em 24 de junho de 2026 — Foto: Angela Ponce/Reuters "Estamos cientes de que o Peru está dividido, de que está praticamente partido ao meio", disse Fujimori em frente a repórteres em Lima. Fujimori deve assumir o país em um momento de aumento da criminalidade e grandes desafios sociais. Ela também deverá ter dificuldade em negociar com o Legislativo, profundamente dividido entre esquerda e direita. Instabilidade presidencial Zelada substituiu o ex-presidente José Jeri, que também ficou no cargo por apenas quatro meses e foi destituído pelo Congresso por má conduta após vir à tona que ele participou de reuniões não divulgadas com empresários chineses. Sua antecessora, Dina Boluarte, também foi destituída por escândalos de corrupção. As crises foram só as últimas envolvendo presidentes do Peru, que vive na última década um dos piores períodos de instabilidade política de sua história. Só nos últimos oito anos, o país andino teve oito presidentes. O candidato presidencial de esquerda do Peru, Roberto Sánchez, usa um megafone para discursar para seus apoiadores durante um protesto — Foto: REUTERS/Alessandro Cinque Apuração e protestos Sánchez alega supostas irregularidades administrativas e problemas na gestão das cédulas de votação pelo órgão eleitoral no pleito realizado no exterior. Advogados especializados em direito eleitoral, ouvidos pelo jornal local El Comercio, afirmam que o pedido não tem fundamento jurídico e serve apenas para atrasar a proclamação oficial dos resultados. A candidata presidencial de direita do Peru, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda Roberto Sánchez antes de um debate televisionado em 31 de maio em Lima, às vésperas do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 7 de junho. — Foto: Reuters/Alessandro Cinque
Keiko Fujimori é a nova presidente eleita do Peru | G1
Fujimori deve assumir o cargo em 28 de julho para um mandato de cinco anos e enfrentará desafios como aumento da criminalidade e Legislativo dividido.













