Companhia, que está em recuperação judicial, enfrenta um agravamento significativo de sua situação financeira Caixa da empresa sofreu queda acentuada nas últimas semanas — Foto: Imagem Valor Econômico A Oi informou ao mercado, nesta quinta-feira (9, que enfrenta um agravamento significativo de sua situação financeira, com risco concreto de interrupção das operações já a partir de 1º de agosto. A companhia está em recuperação judicial. Confira os resultados e indicadores da Oi e das demais companhias de capital aberto no portal Valor Empresas 360 Segundo o fato relevante, o caixa da empresa sofreu uma queda acentuada nas últimas semanas, passando de R$ 88,1 milhões para R$ 19,6 milhões ao final de julho. O nível atual de recursos, de acordo com o gestor judicial, pode ser insuficiente para sustentar a operação da companhia no curtíssimo prazo. No final de junho, um pedido de vista do desembargador Augusto Alves Moreira Junior, da 1ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, suspendeu o julgamento de recursos de bancos credores contra a falência da Oi. A primeira desembargadora a votar, Mônica Maria Costa Di Piero, se manifestou a favor da falência da operadora, que atravessa seu segundo processo de recuperação judicial. Em novembro de 2025, a juíza de primeira instância Simone Gastesi Chevrand, da 7ª Vara Empresarial do Rio, decretou a falência da Oi, mas os efeitos de sua decisão foram suspensos dias depois por Di Piero, que atendeu a pedidos de Itaú Unibanco e Bradesco, credores da companhia. No julgamento de 30 de junho, a desembargadora relatora (Di Piero) voltou atrás. Cancelou o efeito suspensivo e votou para decretar a falência da Oi. Se o voto dela prevalecer, a Oi estará oficialmente declarada falida. Não há prazo para o julgamento ser retomado. A marcação de uma nova data depende de o desembargador que pediu vista indicar que já analisou o processo e está apto a votar. Em petição datada de 3 de junho, ainda dirigida à juíza da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, o administrador judicial da Oi alegou, já na época, que “a crescente desconfiança do mercado em relação status de solvabilidade do Grupo Oi impede a adoção de medidas que resultem no ingresso de receitas operacionais ordinárias”. No documento, o administrador também destacou “a incapacidade de se realizar o fluxo de caixa projetado em abril de 2026”, devido a “eventos processuais imprevisíveis e alheios à gestão da companhia”. Entre os eventos listados, estão a não conclusão do processo de alienação da UPI (Unidade Produtiva Isolada) de serviços telefônicos e o resultado negativo da alienação da UPI Oi Soluções (unidade de negócios voltada para clientes corporativos). Fonte que acompanha a recuperação judicial da Oi argumenta que a falência da companhia permitiria a venda ordenada dos ativos que ainda resta à operadora e o pagamento ordenado de credores, viabilizando a prestação de serviços essenciais. O término do montante disponível no caixa da empresa sem que os recursos dos bancos credores tenham sido julgados, por outro lado, jogaria a companhia num limbo jurídico, acrescenta a fonte.