Empresa foi a única de capital nacional em um setor dominado por multinacionais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da tele Oi no Leblon, zona sul do Rio — Foto: Reprodução / TV Globo A Primeira Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deve, nesta terça-feira, 1º de julho, colocar uma pá de cal na Oi. A tentativa de reverter a falência da telefônica, decretada em novembro de 2025, tende a não prosperar. Caso o TJ mantenha a decisão, chega ao fim o sonho acalentado por alguns empresários de o país ter uma gigante de capital inteiramente nacional nesse setor. É que, no leilão de privatização do setor de telefonia, em 1998, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, os maiores vencedores foram empresas estrangeiras, todas gigantes do setor. O único grupo nacional que venceu o leilão foi um consórcio formado por empresários, entre eles Carlos Jereissati, Daniel Dantas e Sérgio Andrade, que arrematou a então Tele Norte Leste Participações S.A. A Tele Norte Leste era concessionária de telefonia fixa com atuação em 16 estados, incluindo o Rio de Janeiro. Depois, a empresa trocou de nome duas vezes: primeiro para Telemar e, posteriormente, para Oi. Em 2008, quando a Oi comprou a Brasil Telecom, então de capital italiano, que atendia os estados do Sul, os negócios pareciam ir muito bem para a empresa brasileira. Mas, a partir de 2014 e 2015, começaram a surgir os problemas financeiros e, mesmo com a empresa se desfazendo de muitos ativos, não foi possível evitar a morte daquela que poderia ter se tornado uma grande empresa brasileira de telefonia.
Hoje pode ser o último dia de vida da Oi, criada na onda de privatizações dos anos 90
Empresa foi a única de capital nacional em um setor dominado por multinacionais










