O julgamento que pode decretar a falência da Oi foi suspenso nesta terça-feira (30) após o desembargador Augusto Alves Moreira Júnior pedir vista do processo, julgado na Primeira Câmara de Direito Privado do TJ-RJ (Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro).

O pedido de vista aconteceu após a desembargadora Mônica Di Piero votar a favor da falência, ou seja, contra o agravo de instrumento que foi responsável pela volta da empresa à recuperação judicial em novembro de 2025 —na ocasião, foram apresentados recursos pelo Bradesco e pelo Itaú.

As defesas dos bancos argumentaram que a administração da empresa não teria cumprido o plano previsto pela recuperação judicial e que a quebra seria precipitada.

Os bancos recorreram a uma decisão da Sétima Vara Empresarial do Rio de Janeiro, que havia decretado a falência do grupo com a continuação provisória das atividades da empresa de telecomunicações.

A interrupção do julgamento acontece poucos dias após a Justiça suspender temporariamente a venda da participação da Oi na unidade de fibra óptica V.tal para fundos do BTG Pactual e parceiros, avaliada em R$ 4,5 bilhões. A suspensão foi informada pela Oi ao mercado neste domingo (28).