"Os maiores riscos à saúde tendem a derivar de rupturas nos serviços de atendimento à saúde, superlotação em abrigos, falta de condições sanitárias e de água limpa", diz Jarbas Barbosa, diretor da Opas Os maiores riscos à saúde após a sequência de dois terremotos que atingiram a costa norte da Venezuela no mês passado envolvem interrupções no atendimento médico regular, abrigos superlotados e falta de acesso a água limpa, avalia Jarbas Barbosa, diretor da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). A organização está trabalhando com o Ministério de Saúde na Venezuela para monitorar surtos de doenças respiratórias ou digestivas, em especial nos lugares para desabrigados. "Nas próximas semanas, os maiores riscos à saúde tendem a derivar não apenas de ferimentos causados pelos terremotos, mas também de rupturas nos serviços de atendimento à saúde, da superlotação, e de deficiências nas condições sanitárias e de fornecimento de água", diz Barbosa, mencionando também o reduzido acesso à vacinação e aos cuidados de saúde contínuos. Ele enfatizou que a vacinação é uma prioridade, observando que a cobertura no país já era baixa antes dos terremotos. As pessoas abrigadas em mais de 80 instalações temporárias estão especialmente vulneráveis a surtos. A Opas está trabalhando com o governo venezuelano para incorporar os hospitais de campanha e abrigos a um sistema de alerta, com foco em doenças preveníveis por vacinas bem como a sintomas associados a doenças respiratórias, digestivas e quadros de febre. Prédio que desabou após os terremotos gêmeos de 24 de junho em Caraballeda, no Estado de La Guaira, Venezuela — Foto: Miguel Medina/AP