Uma empresa de biotecnologia americana afirma ter utilizado com sucesso uma bioimpressora 3D a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) para fabricar estruturas contendo células humanas de fígado, rim e cartilagem. Esse passo, segundo ela, pode um dia auxiliar na produção de tecidos transplantáveis em órbita.

Sediada na cidade de San Diego, no Estados Unidos, a Auxilium Biotechnologies disse que uma missão recentemente concluída marcou a primeira vez que tecidos de fígado e rim foram bioimpressos no espaço.

O trabalho foi realizado com base em células fornecidas por pesquisadores da Universidade Wake Forest (EUA), de acordo com Jacob Koffler, cofundador da Auxilium e pesquisador da Universidade da Califórnia em San Diego.

Os experimentos eram voltados a um obstáculo que tem desafiado engenheiros de tecidos: controlar a distribuição precisa de células dentro de uma estrutura tridimensional. Se certos tipos de células se agrupam nos lugares errados ou ficam distribuídas de forma desigual, o tecido pode não funcionar corretamente.

Nos órgãos, as células são organizadas em locais muito específicos. Mas os cientistas ainda não encontraram um método que dê a eles controle total sobre onde as células ficam localizadas, disse Koffler. Já na microgravidade, segundo ele, isso se torna possível.