"Onde você quer?", perguntou o jogador. "Na trave, tenta na trave", respondeu o goleiro feliz com a vitória.

Batido o pênalti, gastou tempo para encarar o goleiro e desafiar: "Comigo não, comigo não, otário". Não correu para pôr a bola no meio de campo e tentar o empate. Não era conosco, era "comigo". Não era com o time, era com ele. Sua fraqueza diante do goleiro simboliza o fim melancólico de toda uma era. Ou assim queremos crer.

Dia seguinte, ministro de tribunal supremo publica em rede social: "Encerrada nossa participação na Copa de 2026, fica a gratidão. Uma Copa do Mundo se constrói ao longo de anos, com disciplina e a enorme responsabilidade de todos que vestem a camisa verde e amarela. Agora, rumo a 2030, começa um novo ciclo".

Conclui assim: "E a Neymar, uma justa homenagem à sua trajetória: ao representar o Brasil em quatro Copas do Mundo, nos emocionou com seu talento, categoria e gols que marcaram época. Minha gratidão por tudo o que representa para o nosso futebol".

Logo abaixo do post, um aviso curioso: "Os leitores adicionaram contexto que as pessoas talvez queiram saber" (Readers added context they thought people might want to know). O contexto era: "Gilmar Mendes não mencionou, mas ele próprio e o filho têm grande influência na CBF".