Cientistas da Universidade de Minnesota (EUA) anunciaram no início deste mês que desenvolveram um sistema semelhante a uma célula que parece desempenhar todas as funções da vida. A SpudCell se alimenta, cresce e depois se divide, gerando mais SpudCells que competem e mudam ao longo das gerações.

A SpudCell é resultado de décadas de esforços no campo da biologia sintética, que consiste na criação de materiais usando a biologia como base. A busca dos pesquisadores por produzir versões artificiais e modificáveis dos processos da vida levou, por exemplo, a substâncias que substituem o sangue em emergências ou que transportam medicamentos pelo corpo de forma mais eficiente.

Diferentemente de tentativas anteriores de criar células semelhantes às vivas, que partiam de células vivas cujo material genético era reduzido ao mínimo essencial, a SpudCell é feita com componentes químicos sem vida. É a primeira vez que uma célula artificial desenvolvida dessa forma consegue completar um ciclo de vida e gerar a próxima geração.

Os criadores da SpudCell publicaram um relato sobre o trabalho. A pesquisa está em análise para sair em uma revista científica.

A notícia sobre a SpudCell levou muitos cientistas a refletir sobre os rumos da biologia sintética e, também, sobre o que significa estar vivo.