Em coletiva no final da cúpula, Trump afirmou que o encontro foi "um sucesso tremendo", e que os EUA voltaram a ser respeitados pela Otan graças à sua insistência para fazer com que os aliados aumentassem o teto de gastos com Defesa. "Se você pudesse ver o respeito e o carinho na sala — e é amor pelo nosso país, porque eles gostam do trabalho que estou fazendo. (...) Havia uma enorme unidade naquela sala, e eu peço a todas as nações a acelerar seus planos para atingir essa meta o mais rápido possível. (...) Então a união naquela sala foi incrível, havia muito amor ali. (...) Se tem uma palavra que tiro de hoje é a união", afirmou Trump sobre o clima do encontro a portas fechadas. As declarações contrastaram com suas falas quando ele chegou à cúpula da Otan na manhã desta quarta, quando disse estar "muito irritado" com seus aliados. Leia abaixo como o discurso de Trump se transformou. Trump 'da água para o vinho' na cúpula da Otan Trump fala na cúpula da Otan — Foto: Reuters/Umit Bektas As declarações de Trump agitaram a cúpula, em que os líderes europeus esperavam que fossem superados uma série de desentendimentos que ameaçavam desintegrar a aliança militar. As falas inflamatórias ocorreram ao lado do secretário-geral da Otan, Mark Rutte, que tem se empenhado em acalmar suas preocupações de Trump sobre gastos com defesa, o Irã e a Groenlândia, ao mesmo tempo em que elogiava efusivamente o presidente norte-americano por trazer essas questões à tona. Agora no g1 Mas, ao sair de uma reunião a portas fechadas com os líderes da Otan, Trump disse mais tarde: “Havia muito amor naquela sala, muita união”. Ele também falou de forma mais calorosa sobre o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, ao se encontrar com ele, em nítido contraste com a reprimenda severa proferida em uma reunião no ano passado, e afirmou que concederia a Kiev uma licença para fabricar mísseis Patriot. Uma fonte a par das negociações da Otan afirmou que Trump não repetiu suas críticas a portas fechadas e, em vez disso, demonstrou vontade de manter os EUA na Otan, dizendo: “queremos permanecer com vocês”. O presidente da França, Emmanuel Macron, também disse que não ouviu nenhuma reclamação de Trump, enquanto Rutte declarou que havia um grande senso de união. Pelo menos no papel, a cúpula também terminou com uma mensagem de solidariedade, com os aliados da Otan, incluindo Trump, afirmando seu “compromisso inabalável” com a defesa coletiva nos termos do Artigo 5º do pacto da aliança em uma declaração da cúpula. Os aliados europeus e o Canadá afirmaram que estão assumindo maior responsabilidade pela defesa da aliança, enquanto os membros da Otan também se comprometeram a fornecer 70 bilhões de euros (R$ 413 bilhões) em assistência militar à Ucrânia para 2026. As declarações públicas anteriores de Trump haviam minado a mensagem cuidadosamente elaborada antes da cúpula de que os países europeus da Otan haviam assumido suas responsabilidades em relação aos gastos militares, o que resultou na divulgação, na terça-feira, de pelo menos US$50 bilhões em iniciativas de defesa. Trump diz que cessar-fogo com Irã 'acabou'
Após criticar aliados, Trump fala em 'muita união' em cúpula da Otan | G1
Presidente dos EUA mudou 'da água para o vinho' em algumas horas em reunião da aliança militar nesta quarta (8). Ele chegou dizendo estar muito 'irritado' com os outros europeus, mas saiu do encontro com falas amenizadoras.












