Um ano após arrancar aumentos reais do gasto militar europeu, Donald Trump voltou nesta terça-feira (7) a uma reunião de cúpula da Otan renovando queixas contra seus aliados continentais e revivendo seu desejo de tomar a Groenlândia da Dinamarca, 1 dos 32 membros da aliança militar ocidental.

As falas do presidente americano ocorreram durante encontro com o anfitrião da reunião, seu colega turco Recep Tayyip Erdogan.

"Eu estava bastante desapontado com a Otan. Nós não fomos tratados bem porque eu fiz algo no Irã. Eu estava testando as pessoas", disse, acerca das críticas que fez aos parceiros europeus que se recusaram a participar da ação militar iniciada pelos Estados Unidos e Israel contra a teocracia em 28 de fevereiro.

Devido à resistência europeia, Trump chegou a chamar a Otan de "covarde" e a qualificou de "tigre de papel" sem condições de agir sem a liderança americana. "No caso do Reino Unido, o premiê, eu acho que ele não está mais lá, talvez por causa disso", afirmou.

Ele se referia a Keir Starmer, que está demissionário por vários motivos, mas dificilmente um deles foi sua resistência a colaborar com Trump. A guerra do americano foi condenada por quase 60% dos britânicos, segundo pesquisa do Ipsos UK.