Na segunda reunião de cúpula da Otan desde a volta de Donald Trump ao poder, no ano passado, a aliança militar ocidental reforçou a guinada de rearmamento de seus membros europeus com o distanciamento do presidente americano do clube fundado por seu país em 1949.
Na abertura da cúpula nesta terça-feira (7) na capital turca, Ancara, o secretário-geral da Otan disse que "o zumbido das máquinas precisa se transformar em um rugido", ao defender a escalada na produção de material de defesa no continente.
Como de costume, o holandês Mark Rutte nomeou sua motivação: Rússia, China e Coreia do Norte. "Não temos o luxo do tempo. Devemos permanecer vigilantes. Esses países estão trabalhando cada vez mais juntos, e isso deveria nos preocupar a todos, porque garanto que eles não têm nossos melhores interesses em mente", disse.
Subjacente aos adversários há o inimigo íntimo da Otan, Trump, que participa da cúpula, para alívio dos aliados. Afinal, o presidente havia chamado a aliança de "covarde" e de "tigre de papel" por sua falta de apoio à guerra lançada com Israel contra o Irã, no fim de fevereiro.
Desde seu primeiro mandato (2017-21), o republicano fustiga os europeus pela dependência dos EUA. A anexação da Crimeia em 2014 e a invasão russa de 2022 mudaram de vez o cenário, e hoje todos os 32 membros da Otan cumprem a meta mínima de gastar 2% de seu PIB com defesa.










