Segundo o vice-presidente da Abras, Márcio Milan, o nível de emprego formal também continua a sustentar consumo das famílias Antecipação do 13º e restituição do IR impulsionam consumo, aponta associação de supermercados — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo O consumo nos lares brasileiros cresceu 3,93% em maio na comparação com o mesmo mês de 2025, segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a abril, o indicador avançou 2,23%. No acumulado dos cinco primeiros meses de 2026, a alta é de 2,47%. De acordo com a entidade, o resultado refletiu a liberação do primeiro lote de restituição do Imposto de Renda, de R$ 16 bilhões, a antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas do INSS, que somou R$ 78,2 bilhões, e o efeito do Dia das Mães, quando o consumo aumentou cerca de 9,5% na semana da data. Segundo o vice-presidente da Abras, Márcio Milan, o nível de emprego formal continua sustentando o consumo das famílias, apesar do ambiente de juros elevados e da desaceleração na abertura de vagas com carteira assinada. “O estoque de trabalhadores com carteira assinada segue em patamar elevado, o que contribui para dar previsibilidade ao orçamento das famílias e sustentação ao consumo nos lares”, afirmou Milan, durante coletiva de imprensa nesta quarta-feira (8). O custo médio da cesta Abrasmercado, composta por 35 produtos de largo consumo, subiu 2,16% em maio, para R$ 854,91. No acumulado do ano, a alta é de 6,82%. Entre os itens com maior avanço no mês, o feijão subiu 6,44% e acumula alta de 41,09% em 2026. O leite longa vida registra elevação de 22,33% no ano. No grupo de hortifrutis, a batata avançou 44,69% em maio, seguida por tomate (20,62%) e cebola (16,8%). Entre as regiões, o Norte manteve o maior custo médio para a cesta de 35 produtos, de R$ 939,79. O Nordeste registrou a maior alta mensal, de 2,79%, mas segue com o menor valor absoluto, de R$ 772,51. Na cesta de 12 alimentos básicos, o preço médio nacional subiu 0,81% em maio, para R$ 357,10.