PIB subiu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, ante os três meses anteriores; na mesma comparação, o consumo das famílias subiu 1% Um ambiente com disponibilidade de programa de transferências de renda, aliado a um contexto em que a renda média opera em alta – favorecida por mercado de trabalho aquecido, que potencializa rendimento originado do emprego -, ajudou a compor “demanda mais significativa” na economia no primeiro trimestre. E isso, na prática, alavancou o consumo das famílias, um dos componentes que ajudaram no crescimento da economia no começo do ano. As observações partiram de novo coordenador de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Ricardo Montes de Moraes. Nesta sexta-feira (29), o instituto anunciou o desempenho das Contas Nacionais referentes aos três primeiros meses de 2026. No período, o Produto Interno Bruto (PIB) subiu 1,1% ante os três meses anteriores. Na mesma comparação, o consumo das famílias subiu 1%. Apesar de ter destacado que outras influências positivas também contribuíram para o aumento do PIB no período, Moraes reconheceu a importância da demanda interna para alavancar o aumento da economia no começo do ano. “E a expansão da renda ajuda a compor demanda mais significativa”, comentou. “Não é uma relação ‘um para um’, tem várias coisas acontecendo na economia. Mas [consumo das famílias em alta] contribui sim [para a alta do PIB] e, em tese o aumento da renda é coerente com o consumo das famílias”, disse. — Foto: Foto: Silvia Zamboni/Valor