PUBLICIDADE Estímulos fiscais e mercado de trabalho robusto ajudaram a impulsionar atividade no início do ano Consumo das famílias ajudou a impulsionar economia no primeiro trimestre. Na foto: Circuito de compras do Brás — Foto: Edilson Dantas/O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 29/05/2026 - 09:30 PIB do Brasil cresce 1,1% no 1º trimestre de 2026 com estímulos fiscais O PIB do Brasil cresceu 1,1% no primeiro trimestre de 2026, alcançando R$ 3,3 trilhões, impulsionado por estímulos fiscais e um mercado de trabalho robusto. A agropecuária, a indústria e os serviços registraram crescimento, com destaque para a extrativa mineral e a construção. O desemprego atingiu 5,8% em abril, e a inflação desacelerou. O consumo familiar, apoiado por isenções fiscais e valorização do salário mínimo, foi um fator chave para o crescimento econômico. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos na economia brasileira, começou 2026 registrando uma alta de 1,1% no primeiro trimestre, totalizando R$ 3,3 trilhões, após encerrar o ano passado com o crescimento acumulado de 2,3%. O resultado foi divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira. O número veio em linha com as projeções de analistas de mercado, conforme pesquisa do jornal Valor com 71 estimativas, que indicava uma alta de 1,1% na comparação com o quarto trimestre de 2025. O resultado contou crescimento na agropecuária (2,0%), na indústria (1,0%), e nos serviços (0,5%). Na comparação com o mesmo período de 2025, a alta foi de 1,8%, enquanto no acumulado do ano, o PIB teve elevação de 2,0%. A indústria teve alta de 1%, o maior número desde o último trimestre de 2023, quando registrou 1,5%. O setor foi puxado principalmente pela extrativa mineral, que cresceu 3,6%, e a construção, 2,9%, que também contou com o maior avanço desde o fim de 2023. Por outro lado, a transformação se manteve praticamente estável (0,1%). Segundo o IBGE, o setor industrial corresponde a aproximadamente 23% do valor adicionado. Impulso fiscal O segundo semestre de 2025 mostrou desaceleração, com a economia praticamente estagnada no terceiro e no quarto trimestres, sempre na comparação com os períodos imediatamente anteriores. Segundo economistas, a freada se deveu ao efeito dos juros altos sobre a demanda, especialmente o consumo das famílias. Uma reaceleração já era esperada neste início de ano. Embora alguns indicadores tenham demonstrado arrefecimento da atividade em março, o primeiro trimestre contou com impulsos provocados por mais gastos do governo e por um mercado de trabalho ainda robusto, o que ajudou a puxar a economia do país para cima. "Em boa parte esse crescimento é sustentado por consumo das famílias, incentivado pela isenção do Imposto de Renda, programa que entrou em vigor em janeiro deste ano, e também pela valorização real do salário mínimo", diz um relatório assinado por Antonio Ricciardi, economista do Daycoval, que projetava crescimento de 0,8% para o terceiro trimestre. Nas projeções, economistas também já contavam com um bom desempenho das exportações na comparação interanual, pelo lado da demanda, puxadas pela soja e pelo petróleo. Já pelo lado da oferta, a agropecuária voltou a impulsionar a economia por causa da super safra de soja, colhida entre o primeiro e o segundo trimestres de cada ano. A indústria, com destaque para a extrativa, e os serviços também cresceram.