Agro, indústria e consumo — Foto: Montagem com fotos de Divulgação e Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 27/05/2026 - 18:10 Economia Brasileira: Crescimento Máximo no 1º Trimestre de 2026 O PIB do primeiro trimestre de 2026 deve ser o ponto alto do ano para a economia brasileira, impulsionado pelo consumo das famílias, produção de petróleo e exportações. No entanto, economistas alertam para uma desaceleração no segundo semestre, com riscos inflacionários, especialmente relacionados ao aumento dos preços do petróleo. A expectativa é de um crescimento anual de 1,7% a 2%, menor que em anos anteriores. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O PIB do primeiro trimestre deve ser o mais forte da economia brasileira em 2026, antes de uma desaceleração esperada para a segunda metade do ano. O IBGE divulga o resultado na sexta-feira, e economistas apontam que a atividade foi impulsionada principalmente pelo consumo das famílias, pela produção de petróleo e pelas exportações, mas alertam para um cenário mais complicado, especialmente pelas consequências da guerra. O Monitor do PIB do FGV Ibre ficou em 0,9% no primeiro trimestre. A coordenadora do estudo, Juliana Trece, afirma que o resultado mostra força disseminada na economia. — Esse resultado realmente veio bom, mostrando força na economia. Especialmente porque foi bastante disseminado. Há alguns destaques, como a indústria extrativa, com a produção de petróleo, e o setor de serviços, especialmente a atividade de informação e comunicação, muito ligada à questão digital. Esses foram grandes destaques do resultado, mas, de modo geral, a economia teve um desempenho bom. Apesar do resultado positivo, o cenário para os próximos meses é cercado de incertezas, principalmente em relação à inflação. O economista Fábio Romão, da 4intelligence, por exemplo, após o resultado do IPCA-15 de maio, revisou a projeção de inflação deste ano de 5,2% para 5,4%. — Sabemos que o Banco Central está em um movimento de corte de juros, mas fazendo isso com cautela, e pode realmente interromper ou até reverter esse movimento caso veja alguma pressão inflacionária, o que é um risco considerável diante da questão do petróleo, com aumento de preço. O petróleo se dissemina por toda a cadeia produtiva: há aumento de frete, de custos logísticos, então isso pode ser um risco - considera Juliana. A economista afirma que o segundo semestre tende a ser mais difícil, especialmente diante das incertezas internas e externas e do ambiente eleitoral. A expectativa do FGV Ibre é de crescimento de 1,7% para o ano, enquanto boa parte do mercado trabalha com algo próximo de 2%. Ainda assim, o número já indica desaceleração em relação aos anos anteriores. Segundo Juliana, o agronegócio continuará contribuindo para a atividade no primeiro semestre, mas sem repetir o impacto observado em 2023 e 2025. — Até por outro lado isso é positivo, porque mostra que outros setores da economia estão reagindo um pouco. A indústria extrativa está com um papel até mais relevante neste primeiro trimestre do que a agropecuária, com uma contribuição mais forte. A produção de petróleo realmente foi algo importante para termos um desempenho bom da indústria como um todo. O agro normalmente ajuda a economia brasileira no primeiro semestre, mas não como fez em 2025 ou em 2023. Acho importante frisar isso. Desta vez, o impacto é bem mais suave. O economista do Daycoval, Antônio Ricciardi, projeta crescimento de 0,8% na comparação entre o quarto trimestre do ano passado e o primeiro deste ano. Para ele, o resultado interrompe a trajetória de desaceleração observada no fim de 2025. Segundo Ricciardi, o desempenho foi sustentado principalmente pelo consumo das famílias, favorecido pela ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda e pela valorização real do salário mínimo. As exportações também devem contribuir para o resultado, puxadas pela soja e pelo petróleo. — A formação bruta de capital fixo deve ter um desempenho negativo, variando negativamente ano contra ano, em função da taxa de juros em patamar elevado que naturalmente constrange o investimento. Assim como Juliana, ele acredita que o ritmo forte do começo do ano não deve se repetir nos próximos trimestres. — Apesar de haver alguns programas do governo, como o MOVE Brasil e o Desenrola 2.0, que devem gerar um incentivo sobre atividade, eles não são suficientes para fazer com que a atividade cresça no mesmo patamar do primeiro trimestre. Temos atualmente um crescimento desacelerando durante o ano e com o segundo semestre mais fraco.
PIB do primeiro trimestre, que será divulgado na sexta, deve ser o mais forte do ano
PIB do primeiro trimestre, que será divulgado na sexta, deve ser o mais forte do ano
















