* Por Poliana Abreu
De maneira geral e durante décadas, a liderança foi associada à capacidade de tomar decisões, entregar resultados e conduzir equipes rumo a metas cada vez mais ambiciosas. Mas, em um cenário marcado por transformações aceleradas, incertezas constantes e mudanças profundas nas relações de trabalho, uma pergunta tem ganhado força dentro das organizações: se os líderes cuidam de tudo, quem está cuidando dos líderes?
A resposta, é claro, não é simples. E os dados mostram que estamos diante de uma crise silenciosa. Para contextualizar, o relatório “State of the Global Workplace”, da Gallup, revelou uma queda relevante no engajamento dos gestores em todo o mundo, fenômeno que tem impactado diretamente os níveis de engajamento das equipes e gerado perdas bilionárias em produtividade.
Meu ponto é que talvez o dado mais preocupante não seja a queda em si, mas o motivo por trás dela: os líderes estão assumindo um volume crescente de responsabilidades, sendo pressionados a entregar resultados em cenários cada vez mais complexos e, ao mesmo tempo, esperados para inspirar, acolher, desenvolver pessoas, promover inovação, conduzir transformações digitais e lidar com as implicações da inteligência artificial.










