A exibição no Instagram de dezenas de vídeos de sexo explícito e outros conteúdos pornográficos acessíveis a menores de idade ocorre após a Meta, dona da rede social, ter afrouxado as restrições contra nudez e publicações de conotação sexual no segundo semestre do ano passado.

A flexibilização ocorreu em meio ao avanço, pelo mundo, de regras de proteção a menores de idade em plataformas, como o ECA Digital (Estatuto Digital da Criança e do Adolescente) no Brasil.

Mesmo após a Folha ter revelado a onda de vídeos com conteúdo adulto no Instagram e ter apontado à empresa os perfis que podiam ser vistos por contas de menores de 18 anos, no fim de junho, a veiculação de material idêntico continua na plataforma.

Vídeos de conotação sexual publicados por contas desconhecidas do usuário da rede social são, primeiro, recomendados na linha do tempo padrão. Ao clicar na publicação e entrar na sequência de vídeos curtos chamados Reels, aparecem dezenas de vídeos de sexo explícito e até referências de abuso em poucos minutos de circulação.

Parte dos vídeos é agregada em hashtags sem sentido, com referências a carros e aeronaves e outros assuntos sem ligação com a temática sexual.