O Ministério Público Federal no Acre (MPF-AC) deu cinco dias para que a Meta explique a derrubada em massa de perfis ligados à comunidade LGBTQIA+ no Instagram desde meados de maio.

Trata-se de um novo capítulo da controvérsia envolvendo a moderação de conteúdo da empresa anunciada pelo CEO, Mark Zuckerberg, em janeiro de 2025. Procurada pela Folha, a Meta disse que não comentaria o caso.

A cobrança foi formalizada nesta terça-feira (2) pelo procurador da República Lucas Costa Almeida Dias, que conduz um inquérito civil aberto em 2025 para investigar os impactos das mudanças promovidas pela empresa em suas políticas de moderação sobre a população LGBTQIA+.

No ofício enviado à Meta, o procurador afirma que a empresa deve esclarecer os motivos da "suspensão massiva de mais de cem perfis com temática LGBTI+" e informar "qual a diretriz comunitária específica que cada uma das páginas listadas teria violado para sofrer a derrubada sumária". O MPF também questiona se os bloqueios decorreram de "detecção automatizada (algorítmica) ou denúncias em massa coordenadas".

Em 2025, ao anunciar as mudanças no processo de moderação da Meta, Zuckerberg disse que os moderadores profissionais eram "muito tendenciosos politicamente", sugerindo que essas mudanças seriam implementadas agora por algoritmos e inteligência artificial.