A Meta está testando um novo recurso que busca limitar a recorrência de certos conteúdos nas contas de adolescentes no Instagram. O objetivo é evitar que esse público seja repetidamente exposto a determinados temas sensíveis, segundo um anúncio da gigante de tecnologia nesta terça-feira (2). Os critérios para a definição do que se enquadra nesse escopo não foram informados, mas a Meta cita como exemplos publicações a respeito de nutrição e atividade física. São conteúdos que podem ser úteis aos usuários, mas que devem ser equilibrados com outros assuntos, de acordo com a companhia. Paralelamente, a Meta anunciou que estenderá ao Facebook e ao Messenger o modelo de recomendação de conteúdo por faixa etária já adotado nas contas de adolescentes no Instagram. Lançada em março deste ano, essa configuração foi desenvolvida com base nos critérios usados na definição da classificação indicativa de filmes para menores de idade. A funcionalidade “conteúdo limitado”, que restringe ainda mais o que pode ser acessado por eles, chegará às outras duas redes sociais ainda em 2026, segundo a Meta. A companhia afirma seguir explorando maneiras de apoiar melhor os pais de usuários adolescentes e de dar-lhes a tranquilidade de que os filhos estão seguros com as proteções em vigor. A empresa esteve sob os holofotes nos últimos meses por ser alvo de milhares de ações judiciais nos Estados Unidos que a acusam de ter desenvolvido plataformas viciantes que causaram danos à saúde mental de crianças e adolescentes. Em março, um júri concluiu que a Meta foi negligente no design do Instagram e falhou em alertar sobre os riscos da plataforma para menores de idade. Segundo o veredicto, esses fatores contribuíram para danos à saúde mental de uma jovem identificada como KGM. O caso, que corre na Suprema Corte da Califórnia, faz parte de um litígio multidistrital nos Estados Unidos, que reúne ações civis ajuizadas em diferentes tribunais, e foi selecionado como um “bellwether”, uma espécie de caso-teste. O YouTube, da Alphabet, também foi considerado culpado das mesmas acusações. À época, a Meta afirmou que a saúde mental dos adolescentes é complexa e não pode ser atribuída a um único aplicativo e que pretende recorrer da decisão. — Foto: Benoit Tessier/Reuters
Meta testa recurso para evitar repetição de conteúdos sensíveis para adolescentes no Instagram
Companhia anunciou também que estenderá ao Facebook e ao Messenger o modelo de recomendação de conteúdo por faixa etária já adotado nas contas de adolescentes no Instagram







