Ministro das Relações Exteriores afirmou em ofício à Câmara que classificação de PCC e CV como organizações terroristas abre margem para o uso da força militar dos EUA 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump — Foto: Mandel NGAN / AFP/06/07/2026 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 20:10 Governo Trump nega planos de intervenção militar no Brasil após classificação de PCC e CV como terroristas O governo Trump classificou como "absurda" a hipótese de intervenção militar dos EUA no Brasil, levantada pelo Itamaraty após a designação de PCC e CV como terroristas. Enquanto o Ministro Mauro Vieira vê riscos à soberania, o Departamento de Estado americano rejeita a ideia, afirmando que ações visam apenas combater narcoterroristas. O Ministério da Defesa brasileiro não vê perigo de ação militar, focando em tensões comerciais. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo Donald Trump afirmou que é “absurda” a hipótese levantada pelo Itamaraty de que é possível ocorrer uma ação militar dos Estados Unidos no Brasil após os americanos classificarem o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou em um ofício enviado à Câmara dos Deputados que a classificação abre margem para o uso da força militar pelo governo americano em território brasileiro. No documento, o Itamaraty afirma que a medida "não trará benefícios concretos para a cooperação internacional entre EUA e Brasil no enfrentamento ao crime organizado" e poderá produzir impactos "tanto no plano econômico quanto no da soberania nacional". Um porta-voz do Departamento de Estado americano afirmou que o comentário da autoridade brasileira é "absurdo" e que o governo dos EUA tem trabalhado para combater essas organizações que hoje têm atuação no território americano. Essa autoridade americana afirmou ainda que “alegações vagas” sobre uma suposta intervenção costumam “servir de pretexto para auxiliar e dar respaldo a alguns dos grupos mais violentos do mundo”. E disse que o governo dos EUA está tomando medidas decisivas, em conformidade com suas próprias competências soberanas, para combater os narcoterroristas. Segundo ele, PCC e CV atuam nos Estados Unidos e o governo Trump trabalha para proteger a sua população. Como o GLOBO mostrou, o Ministério da Defesa, por sua vez, não enxerga riscos para uma ação militar dos EUA no Brasil. O entendimento é contrário ao do Ministério de Relações Exteriores. A pasta da Defesa vem monitorando o tema enquanto o ministro, José Múcio Monteiro, tem feito um périplo de conversas com suas contrapartes na América do Sul. Uma avaliação feita internamente na Defesa é que há mais hostilidade nas discussões que envolvem a guerra tarifária entre Brasil e EUA do que no acirramento de ânimo das Forças entre os dois países sobre as facções brasileiras.