Pasta vem monitorando o tema enquanto o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, tem feito um périplo de conversas com suas contrapartes na América do Sul 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Lula e Trump se reúnem na Casa Branca — Foto: Ricardo Stuckert / PR RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 14:32 Ministério da Defesa e Itamaraty divergem sobre riscos dos EUA no Brasil O Ministério da Defesa brasileiro discorda do Itamaraty quanto ao risco de ação militar dos EUA no Brasil após a classificação de facções criminosas como terroristas. Enquanto o Itamaraty vê potencial de intervenção, a Defesa, liderada por José Múcio Monteiro, busca diálogo pacífico com os EUA, destacando que as facções não ameaçam a soberania americana e que o Brasil já combate essas organizações internamente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O Ministério da Defesa não vê risco para uma ação militar dos Estados Unidos no Brasil após o Departamento de Estado Americano classificar pelo Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O entendimento é contrário ao do Ministério das Relações Exteriores (MRE), que em ofício à Câmara dos Deputados afirmou que a classificação abre margem para o uso da força militar pelo governo americano em território brasileiro. A pasta vem monitorando o tema enquanto o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, tem feito um périplo de conversas com suas contrapartes na América do Sul. Depois de visitar Argentina e Chile, Múcio embarcou nesta terça-feira para o Peru, onde ocorre a Conferência de Ministros da Defesa das Américas (CMDA). Na quarta-feira, durante a programação do encontro, vai conversar com vice-ministro de Guerra dos Estados Unidos, Elbridge Colby. O ministro busca um canal de diálogo permanente com o auxiliar do presidente Donald Trump. Antes de embarcar ao Peru, Múcio esteve com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Alvorada para tratar do encontro e ouvir recomendações. O presidente pediu para ser informado de todos os desdobramentos. O argumento que o ministro levará para essas conversas é que as organizações criminosas brasileiras não trazem risco para a soberania americana e, por isso, não haverá motivo para uma intervenção de forças americanas no Brasil. Outro ponto levantado é que as facções brasileiras não constituem um movimento político, mas grupos criminosos voltados ao tráfico de drogas, e que o governo brasileiro já atua para combatê-las internamente. Uma avaliação feita internamente na Defesa é que há mais hostilidade nas discussões que envolvem a guerra tarifária entre Brasil e EUA do que no acirramento de ânimo das Forças entre os dois países sobre as facções brasileiras. A meta do Ministério da Defesa é construir um clima pacífico junto aos EUA, com apoio dos países vizinhos, e acalmar as relações, tencionadas depois que os EUA classificaram PCC e CV como terroristas, contrariando o governo brasileiro. O Palácio do Planalto era refratário à classificação por ver risco de interferência norte-americana na gestão da segurança do Brasil. Diferentemente do Ministério da Defesa, o Itamaraty demonstrou mais preocupação sobre uma eventual mobilização militar no Brasil. A diplomacia brasileira se manifestou em uma resposta a um requerimento de informação apresentado pelo deputado Evair de Melo (Republicanos-ES). “Há a possibilidade do uso da força militar dos Estados Unidos em território brasileiro”, diz trecho do documento. No mesmo texto, o Itamaraty afirma que a medida "não trará benefícios concretos para a cooperação internacional entre EUA e Brasil no enfrentamento ao crime organizado" e poderá produzir impactos "tanto no plano econômico quanto no da soberania nacional".
Defesa discorda do Itamaraty e não vê risco de ação militar dos EUA no Brasil
Pasta vem monitorando o tema enquanto o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, tem feito um périplo de conversas com suas contrapartes na América do Sul







