Documento da Justiça Federal menciona conversa entre investigados na qual um deles afirma que precisaria enviar R$ 100 mil ao delegado Fábio Pinheiro Lopes 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fábio Pinheiro Lopes, diretor do DEIC — Foto: Alesp/ Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 07/07/2026 - 15:42 Delegado de SP é Investigado por Suposta Ligação com PCC e Lavagem de Dinheiro A Corregedoria da Polícia Civil de SP investiga a menção ao delegado Fábio Pinheiro Lopes em um caso de lavagem de dinheiro do PCC. Um documento da Justiça Federal revela que investigados discutiram o envio de R$ 100 mil ao delegado, identificado como "Fabio Caipira do Deic". Lopes, que nega envolvimento, foi afastado do Deic e atua no Dope. A SSP apura os fatos para adotar medidas cabíveis. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo abriu uma apuração para investigar a citação ao delegado Fábio Pinheiro Lopes, ex-diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em uma investigação da Polícia Federal sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro atribuído ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A referência ao delegado aparece em uma decisão da Justiça Federal que reúne elementos da investigação sobre uma organização suspeita de movimentar cerca de R$ 10 bilhões para ocultar recursos da facção criminosa. Em um dos trechos do documento, um dos investigados afirma que precisava enviar R$ 100 mil a "Fabio Caipira do Deic". Segundo a decisão, a conversa ocorreu na madrugada de 15 de maio de 2024 entre dois investigados identificados como Romany e Victor. Em um áudio interceptado, Romany relata pendências financeiras envolvendo integrantes do grupo e afirma: "Eu tenho que mandar R$ 100 mil pro Fabio Caipira do Deic, entendeu? Eu tenho que mandar e ponto, acabou". Na sequência, o documento informa que, conforme relatório da Polícia Federal, a expressão "Fabio Caipira do Deic" foi associada ao delegado Fábio Pinheiro Lopes. A decisão ressalta que a eventual destinação dos recursos "aponta para possível prática de corrupção ativa" e afirma que o fato "merece aprofundamento investigativo específico", sem indicar que o pagamento tenha efetivamente ocorrido nem apresentar acusação formal contra o delegado. A conversa citada no documento é de uma troca de mensagens entre advogado Romany Cutolo Bonente, conhecido como "Roma", e o empresário Victor Henrique de Oliveira Shimada. O empresário é apontado como responsável pelo núcleo financeiro do esquema investigado e alvo de sanções dos Estados Unidos na última semana. Ambos foram alvos de mandados de prisão pela Operação Exchange, deflagrada na última sexta-feira (3), e são considerados foragidos. Fábio Pinheiro Lopes foi afastado do comando do Deic após ser citado na delação premiada do empresário Vinicius Gritzbach, assassinado em novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Guarulhos. À época, o delegado negou as acusações. Atualmente, ele ocupa a direção do Departamento de Operações Policiais Estratégicas (Dope). Em nota, a Secretaria da Segurança Pública informou que a Corregedoria instaurou procedimento para apurar os fatos e que, caso sejam constatadas irregularidades, as medidas cabíveis serão adotadas. A pasta afirmou ainda que a instituição reafirma seu compromisso com a legalidade, a transparência, a apuração dos fatos e a garantia dos direitos de todos os envolvidos. Ao G1, o delegado Fábio Pinheiro Lopes afirmou que nunca conheceu nenhum dos investigados citados pela Polícia Federal e classificou o áudio como uma "conversa entre bandidos". Segundo ele, seu nome foi mencionado sem qualquer relação com os fatos investigados. O delegado também disse que pretende processar o autor da gravação e negou ter recebido qualquer quantia ou mantido contato com integrantes da organização criminosa. O delegado também registrou um boletim de ocorrência por calúnia, difamação e tráfico de influência contra Roma, a quem acusa de ter usado seu nome indevidamente.
Corregedoria apura citação a ex-diretor do Deic em investigação sobre suposta lavagem de R$ 10 bilhões do PCC
Documento da Justiça Federal menciona conversa entre investigados na qual um deles afirma que precisaria enviar R$ 100 mil ao delegado Fábio Pinheiro Lopes






