Setor foi representado em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos por Letícia Sperb Masselli, gerente de relacionamento e negócios da Abicalçados Em discurso na audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), a indústria de calçados argumentou que a taxação de produtos do setor afeta a própria população americana, que não conta com produção local significativa de calçados. E destacou que ter o país como fornecedor diversifica os embarques que chegam aos Estados Unidos, hoje majoritariamente partindo da Ásia. O segmento foi representado na audiência por Letícia Sperb Masselli, gerente de relacionamento e negócios da Abicalçados. “As explanações das partes locais foram todas favoráveis ao Brasil, apontando, sobretudo, o impacto tarifário no país, que não possui produção significativa de calçados”, disse ela, em nota compartilhada após a audiência, conduzida nesta terça-feira (7). Segundo a entidade, os EUA consomem mais de 2 bilhões de pares de calçados por ano e produzem aproximadamente 20 milhões de pares, ou seja, cerca de 1% de todo o consumo doméstico. “[Tarifa adicional] tenderia a aumentar custos, reduzir a diversidade de fornecimento e reforçar a concentração das fontes de abastecimento dos EUA em origens já dominantes, indo na contramão dos interesses norte-americanos em diversificação”, disse Masseli. Os Estados Unidos, informou a entidade, embora importem calçados de várias origens, têm oferta concentrada na Ásia. Em termos de volume, a China detém a maior fatia, com 48%, seguida pelo Vietnã (28%) e Indonésia (10%). No primeiro semestre deste ano, a indústria brasileira de calçados exportou 5,6 milhões de pares por US$ 82,25 milhões para os EUA, quedas de 3,6% (em volume) e 23,6% (em valor), respectivamente, calcula a Abicalçados. Para a entidade, tarifas adicionais reduziriam a competitividade de uma fonte de abastecimento ocidental confiável como o Brasil. “A indústria calçadista brasileira trabalha em cooperação com importadores, marcas e varejistas locais [americanos] no desenvolvimento de produtos e coleções, especialmente em segmentos que exigem menor escala, maior variedade de modelos, prazos de entrega mais curtos, particularmente devido à maior proximidade logística, e maior capacidade de resposta à demanda”, acrescentou Masseli. — Foto: Luis Ushirobira/Valor
Indústria de calçados brasileira diz na USTR que tarifaço afeta EUA, que não contam com produção significativa
Setor foi representado em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos por Letícia Sperb Masselli, gerente de relacionamento e negócios da Abicalçados












