Representantes de associações de indústrias e bens brasileiros vão argumentar, em audiências públicas na próxima semana, que as novas tarifas propostas pelo governo Donald Trump poderão causar danos à cadeia produtiva dos Estados Unidos.
O argumento principal é que as sobretaxas de 25% propostas pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA, na sigla em inglês) irão elevar os custos para os produtores que dependem de insumos fornecidos pelo Brasil, encarecendo as operações de empresas e, na ponta final, os produtos para os consumidores norte-americanos.
A CNI (Confederação Nacional da Indústria), a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária) estão entre as entidades que irão às audiências em Washington a partir da próxima segunda-feira (6).
As associações que representam a indústria de máquinas (Abimaq), calçados (Abicalçados), madeira processada (Abimci), café (Cecafé), ferro-gusa (Sindifer), entre outras, também irão participar dos encontros na Comissão de Comércio Internacional dos EUA.
A audiência pública foi convocada pelo USTR para discutir as práticas comerciais do Brasil, no âmbito da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA. A apuração foi iniciada há um ano e concluiu que o Brasil adota práticas discriminatórias e desarrazoadas no comércio com os EUA. Como punição, o USTR defendeu tarifa de 25% sobre produtos brasileiros —há uma extensa lista de exceções.











