0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Trump carrega placa gigante que mostra tarifas impostas aos produtos de outros países — Foto: Reprodução / CNN RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 03/07/2026 - 15:14 Associações dos EUA pedem ao USTR revisão de tarifas contra Brasil Associações norte-americanas, como a IWPA e a ASTA, manifestaram apoio ao Brasil em audiências do USTR, pedindo revisão das tarifas que impactam negativamente suas indústrias e consumidores. A IWPA destacou a eficiência dos esforços brasileiros contra o desmatamento, enquanto a ASTA alertou para os custos elevados das tarifas no setor de sementes. A NCA pediu isenção de tarifas para café solúvel a granel, ressaltando a importância do Brasil como fornecedor. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Nem todos os discursos das associações norte-americanas que irão às audiências do USTR serão contra o Brasil. Algumas vão defender que as tarifas prejudicam seus setores de atuação e podem encarecer produtos para os consumidores americanos. As declarações fazem parte dos documentos enviados ao USTR como pedido para participação na audiência. O USTR (United States Trade Representative) é o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos, órgão responsável por conduzir a política comercial do país e investigações como a da Seção 301. As audiências acontecem segunda e terça-feira, e terão a participação de entidades brasileiras e norte-americanas. Veja aqui a lista completa. A IWPA, associação internacional da indústria norte-americana de produtos de madeira importados, afirma que a tarifa proposta de 25% sobre produtos do Brasil, com algumas isenções, é injustificada porque afetará negativamente empresas dos Estados Unidos que importam madeira brasileira para a qual não há alternativa doméstica, além dos fabricantes e consumidores que dependem desses insumos. A entidade representa cerca de 200 empresas com sede e operações em quase todos os 50 estados norte-americanos. Segundo a associação, “a cadeia de fornecimento de madeira nativa do Brasil opera sob um dos mais abrangentes sistemas de garantia de legalidade do mundo, combinando bases jurídicas sólidas, sistemas avançados de monitoramento, capacidade robusta de fiscalização e programas inovadores de prevenção ao desmatamento e aos incêndios florestais. Pedimos ao USTR que reavalie a análise do regime brasileiro de combate ao desmatamento descrita na ação proposta”. A entidade afirma ainda que os esforços do Brasil apresentaram resultados positivos e mensuráveis, citando a queda do desmatamento. O texto menciona o Código Florestal e ações do Ibama. A American Seed Trade Association (ASTA), do setor de sementes, também defende a retirada das tarifas. A entidade afirma que as taxações já elevaram em milhões de dólares os custos das empresas norte-americanas em 2025. Segundo o documento, as exportações de sementes para plantio caíram para US$ 1,59 bilhão, o menor valor desde 2012, enquanto as importações recuaram para US$ 899 milhões, o menor nível desde 2010. As empresas do setor tiveram milhões de dólares em custos adicionais relacionados às tarifas apenas no ano-calendário de 2025. “Se essas empresas forem forçadas a fechar ou transferir suas operações devido aos custos, esses serviços deixarão de existir nos Estados Unidos. As perdas estimadas de produtividade, sem esses serviços, em determinadas culturas de hortaliças norte-americanas poderiam chegar a 80% a 100%, o que prejudicaria significativamente agricultores e consumidores dos Estados Unidos”. No caso do café, a National Coffee Association of USA (NCA), associação nacional do setor cafeeiro dos Estados Unidos, elogia o governo Trump por isentar a maior parte dos tipos de café, mas pede a inclusão do café solúvel a granel, sem sabor, no regime de isenção. Segundo a entidade, garantir importações sem tarifas desses códigos de café trará benefícios significativos para a economia dos Estados Unidos e para os quase 200 milhões de adultos norte-americanos que bebem café diariamente, o equivalente a 66% da população adulta. “O Brasil é o maior produtor mundial de café, inclusive de café solúvel a granel sem sabor. Em 2025, o Brasil exportou mais de 15 milhões de quilos desse produto para os Estados Unidos. As importações provenientes do Brasil representaram, em média, mais de 30% do total importado pelos EUA nos últimos cinco anos. Além disso, a produção de café solúvel sem sabor nos Estados Unidos é muito limitada, e o produto não está disponível em volume suficiente para atender à demanda interna, incluindo fabricantes que utilizam o insumo em produtos de maior valor agregado, como café pronto para beber, consumido diariamente por mais de 53 milhões de adultos, ou 20% da população adulta”. ---