Representantes de empresas e associações do Brasil e dos Estados Unidos pediram, na maioria, que a proposta do governo Donald Trump de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros não seja aplicada.

Audiências acontecem nesta segunda-feira (6) e terça-feira (7), promovida pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA). Setores que dependem de insumos brasileiros pediram exceções à medida, enquanto entidades da pecuária americana defenderam que a sobretaxa seja ampliada para incluir a carne bovina.

A audiência foi convocada pelo Escritório do Representante Comercial do país para discutir as medidas propostas no âmbito da investigação aberta com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

A apuração, iniciada em julho do ano passado, concluiu que o Brasil adota práticas consideradas discriminatórias e desarrazoadas no comércio com os Estados Unidos. Como consequência, o órgão recomendou a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros, embora tenha proposto uma extensa lista de exceções.

No primeiro painel, representantes dos setores de arroz, gelatina, sementes, cera de carnaúba e agropecuária afirmaram que as tarifas elevariam custos para consumidores americanos, encareceriam alimentos, medicamentos e insumos agrícolas e desorganizariam cadeias produtivas dos próprios EUA.