Flávio falou por cinco minutos em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA Em seu discurso em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês), o pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) argumentou que agora seria “o pior momento possível para agir”. Ele argumentou que as eleições ocorrem neste ano e pediu que os membros da comissão não imponham tarifas aos produtos brasileiros. Flávio discursou por cinco minutos em um painel que também teve a participação de Roberto Azevêdo, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Letícia Sperb Masselli, representando a Abicalçados. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro fez um apelo para que os membros da USTR cancelem a medida “para que possamos negociar”. Ele disse já ter feito o mesmo apelo ao presidente dos EUA, Donald Trump, ao vice-presidente, James David Vance, e ao secretário de Estado, Marco Rubio. Flávio argumentou que as tarifas impostas em 2025 não produziram os resultados pretendidos pelos Estados Unidos. “Em vez disso, elas foram exploradas politicamente pelo atual governo brasileiro”, ressaltou. “Impor agora uma tarifa que seria difícil de reverter – premiando aqueles que são responsáveis pelas ações em questão e punindo aqueles que suportaram suas consequências – seria o pior momento possível para agir”, disse Flávio. O pré-candidato decidiu adiar seu retorno ao Brasil e estender a estadia nos Estados Unidos. Segundo ele, o objetivo é realizar mais reuniões para tentar convencer o governo norte-americano a não impor tarifas sobre produtos brasileiros. Ele tinha agenda prevista em Pernambuco nesta quinta-feira (9), mas cancelou o compromisso para permanecer mais tempo nos EUA. A nova agenda internacional passou a ser vista como uma oportunidade para mudar o foco da campanha após crises com Michelle Bolsonaro. Na quinta-feira (2), Flávio encaminhou um documento de 86 páginas ao USTR solicitando que a eventual aplicação de tarifas contra produtos brasileiros, no âmbito da investigação conduzida com base na Seção 301 da legislação comercial norte-americana, seja adiada até depois das eleições brasileiras deste ano. A imposição das tarifas em 2025 teve articulação de Eduardo Bolsonaro, irmão do pré-candidato ao Planalto. O tiro, no entanto, acabou saindo pela culatra e o governo do presidente Lula explorou politicamente as negociações, argumentando que a família Bolsonaro estava atentando contra a soberania do país e atuando contra os interesses dos brasileiros. — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo
‘Pior momento para agir’, diz Flávio em discurso nos EUA sobre imposição de tarifas
Flávio falou por cinco minutos em audiência pública do Escritório do Representante Comercial dos EUA











