‘Dias impressos: diários 2002-2008’ mostra uma escrita irresistível de um coloquialismo sem freios Allex Leilla, escritora. — Foto: Divulgação Escritores de diários: os mais genuínos costumam manter uma relação “rilkeana” com esses registros. Por rilkeana devemos entender a célebre, porém muito ignorada, exigência de Rainer Maria Rilke (1875-1926): só se deve escrever por uma imperiosa necessidade íntima, e nada mais que o absolutamente necessário. Está lá, nas “Cartas a um jovem poeta” (1929). Hoje, frente à espantosa quantidade de livros de poesia e de ficção lançados diariamente, é de notar que essa necessidade tomou conta. Pobre mundo, diria Jorge Luis Borges (1899-1986).

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