"Mirian, seu vídeo sobre a amante do ex-marido bombou no Instagram. Está com quase 1 milhão de visualizações. O algoritmo adora temas como sexo, traição, libertação feminina. Você tem que parar de fazer vídeos sobre solidão, velhofobia, depressão. Seu último vídeo flopou. O algoritmo odeia temas tristes", ela me advertiu.
Confesso que não entendo quase nada –nem quero entender– de algoritmo. Desde que comecei a usar o Instagram, um pouco antes da pandemia chegar, minhas postagens são uma espécie de diário compartilhado.
Em fevereiro de 2025, a Folha sugeriu que eu fizesse vídeos curtinhos para divulgar minhas colunas. Desde então, todas as semanas faço um vídeo de um minuto. Alguns têm milhões de visualizações e comentários. Outros, segundo minha amiga, flopam. Para ela, qualquer vídeo com menos de 100 mil visualizações é um enorme fracasso. Cem mil visualizações é flopar?
Lógico que fico feliz quando algum vídeo viraliza nas redes sociais, como aconteceu com meu TEDX "A invenção de uma bela velhice", com muito mais de 1 milhão de visualizações no YouTube. Mas fico muito mais feliz quando uma coluna que escrevi para a Folha fica em primeiro lugar entre as mais lidas no site, como aconteceu com "A pior solidão é a solidão a dois", a mesma que flopou no Instagram.










