Meio-campista do Arsenal decidiu clássico contra Portugal na Copa do Mundo e repetiu roteiro vivido na Eurocopa, quando marcou aos 119 minutos contra a Alemanha 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mikel Merino marcou o gol que garantiu a Espanha nas quartas de final da Copa do Mundo de 2026 — Foto: Thomas COEX/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 06/07/2026 - 18:09 Mikel Merino brilha com gols decisivos nos acréscimos na Copa Mikel Merino, meio-campista do Arsenal, destacou-se novamente como especialista em gols decisivos nos acréscimos ao marcar contra Portugal na Copa do Mundo, repetindo feito da Eurocopa contra a Alemanha. Com 30 anos, Merino não é um atacante tradicional, mas seu físico e habilidade em surpreender na área fazem dele uma peça chave em momentos críticos. Sua comemoração icônica homenageia o pai, fortalecendo sua imagem de herói improvável. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Mikel Merino não é atacante, não é o rosto mais midiático da Espanha e dificilmente entraria em uma lista dos nomes mais badalados da seleção. Mas, quando o jogo aperta, o relógio começa a pesar e a bola precisa encontrar alguém na área, o meio-campista de 30 anos tem se transformado em uma espécie de especialista improvável em gols tardios. Nesta segunda-feira, ele marcou aos 46 minutos do segundo tempo e deu à Espanha a vitória por 1 a 0 sobre Portugal, pelas oitavas de final da Copa do Mundo, em Dallas. O gol não veio sozinho na biografia recente. Em julho de 2024, Merino já havia marcado um dos gols mais dramáticos da última Eurocopa: aos 119 minutos, de cabeça, contra a Alemanha, em Stuttgart, para colocar a Espanha na semifinal e eliminar a anfitriã. Na prática, são dois gols decisivos de mata-mata pela seleção espanhola, ambos no limite emocional das partidas, quando a fronteira entre herói e prorrogação, classificação e pênaltis, fica do tamanho de um cruzamento bem atacado. A explicação passa menos por acaso e mais pelo tipo de jogador que Merino é. Alto, forte, canhoto e acostumado a atuar como segundo homem de meio-campo, ele tem uma característica valiosa para jogos amarrados: chega bem à área, ataca espaço como elemento-surpresa e oferece presença física sem obrigar a Espanha a abrir mão completamente do controle no meio. No Arsenal, inclusive, o espanhol já foi usado até como atacante em parte da temporada 2024/25, um sinal de como seu jogo ganhou uma utilidade híbrida entre meio-campo, presença na área e pressão sobre defensores cansados. Há também um detalhe quase folclórico. A comemoração de Merino dando a volta na bandeirinha de escanteio é uma homenagem ao pai, Ángel Merino, ex-jogador que fez o mesmo gesto após marcar pelo Osasuna contra o Stuttgart, na Copa da Uefa de 1991. Quando Mikel marcou contra a Alemanha na Euro, justamente em Stuttgart, repetiu a cena 33 anos depois. A própria Premier League registrou a história familiar por trás da comemoração, que nasceu de uma promessa do pai à avó de Merino e virou uma espécie de marca herdada. Contra Portugal, a história ganhou outro capítulo. Merino saiu do banco para ocupar justamente esse espaço de fim de jogo: menos um meia de posse pura, mais um corpo extra para pisar na área, disputar a última bola e castigar qualquer desatenção. A Espanha, que já tinha uma geração de toque, drible e controle, encontrou nele um personagem diferente: o coadjuvante que não muda necessariamente o roteiro durante 90 minutos, mas aparece quando o filme precisa de um último ato.
Não foi a primeira vez: Merino vira “especialista” em gol nos acréscimos na Espanha; entenda o motivo
Meio-campista do Arsenal decidiu clássico contra Portugal na Copa do Mundo e repetiu roteiro vivido na Eurocopa, quando marcou aos 119 minutos contra a Alemanha














