Os terremotos de 24 de junho de 2026 alteraram as prioridades da relação entre os Estados Unidos e a Venezuela. O que até poucos dias era uma estratégia centrada na estabilização política e econômica do país, ficou em segundo plano devido à emergência humanitária causada pelos sismos.

Já havia dúvidas antes de 24 de junho sobre o plano do governo do presidente Donald Trump, que consistia em três fases: estabilização, recuperação e transição.

Após a catástrofe, o secretário de Estado americano, Marco Rubio, admitiu que a estratégia sofreu um revés. Por sua vez, o encarregado de negócios dos EUA na Venezuela, John Barrett, defendeu que o plano ainda está em vigor, embora "pareça um pouco diferente".

Mudança obrigatória de agenda

"Os terremotos interromperam esse plano ao gerarem uma das piores catástrofes naturais que a Venezuela sofreu em mais de um século", diz Carolina Jiménez Sandoval, presidente do Escritório de Washington para Assuntos Latino-Americanos (Wola), à DW. Para ela, os terremotos rompem o caminho traçado por Washington e tornam muito mais difícil uma transição política organizada e gradual.